museu1 museu2 museu3 museu4
museu5 museu6 museu7 museu8
abstnd
abstnd
O PoetaabstndA ObraabstndPoesias, Teatro e Prosa abstnd
abstnd abstnd
O poeta Casimiro José Marques de Abreu
abstnd
casimirodeabreu abstnd

* 4 de Janeiro de 1839 em Barra de São João –
+ 18 de Outubro de 1860 em Indaiaçu.

Filho de José Joaquim Marques de Abreu, um
comerciante e fazendeiro português, e de Luísa
Joaquina das Neves, uma fazendeira viúva.

Apesar de ter vivido sómente 21 anos, foi um
dos poetas mais importantes da segunda geração
de escritores románticos do século XIX.

Em 1938 a localidade de Indaiaçu passou a se
chamar «Casimiro de Abreu» em sua homenagem.
Barra de São João é hoje o segundo distrito
do município.

abstnd

Recebeu apenas a instrução primária no Instituto Freeze, em Nova Friburgo, então cidade
de maior porte da região serrana do estado do Rio de Janeiro, e para onde convergiam,
à época, os adolescentes induzidos pelos pais a se aplicarem aos estudos. Casimiro, no
entanto, só cursou naquela cidade a instrução primária, dos onze aos treze anos.

Aos treze anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar com o pai no comércio.
Com ele, embarcou para Portugal em 1853, onde entrou em contato com o meio intelectual
e escreveu a maior parte de sua obra. O seu sentimento nativista e as saudades da família
escreve: «estando a minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis
da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida,
que teve o título de Ave Maria». Em Lisboa, foi representado seu drama Camões e o Jaú
em 1856, que foi publicado logo depois.

Seus versos mais famosos do poema Meus oito Anos:

Oh! Que saudades que tenho
da aurora da minha vida,
da minha infância querida
que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
naquelas tardes fagueiras,
à sombra das bananeiras,
debaixo dos laranjais!

Em 1857 retornou ao Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Isso, no entanto, não
o afastou da vida boêmia. Escreveu para alguns jornais e fez amizade com Machado de Assis.
Escolhido para a recém fundada Academia Brasileira de Letras, tornou-se patrono da cadeira
número seis. Em 1859 editou as suas poesias reunidas sob o título de Primaveras.

Tuberculoso, retirou-se para a fazenda de seu pai, em Indaiaçu, onde inutilmente buscou
uma recuperação do estado de saúde, vindo ali a falecer. Foi sepultado conforme desejo
onde nasceu, estando sua lápide no cemitério da secular Capela de São João Batista, em
Barra de São João, junto ao túmulo do pai.

Espontâneo e ingênuo, de linguagem simples, tornou-se um dos poetas mais populares do
Romantismo no Brasil. Deixou uma obra cujos temas abordavam a casa paterna, a saudade
da terra natal e o amor (mas este tratado sem a complexidade e a profundidade tão caras
a outros poetas românticos).

abstnd
 
abstnd